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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

A importância da música na educação das crianças

A importância da música na educação das crianças

A música é um dos principais meios de comunicação existentes na sociedade. Através dela é possível transmitir não só palavras mas sentimentos e ideias que podem ganhar grandes proporções didáticas, quando bem direcionadas.
“Primeiramente, devemos educar a alma através da música e a seguir o corpo através da ginástica” disse Platão.
Segundo ele, a ginástica é dança e luta. A luta para conquistar saúde e vigor e a dança para alcançar a nobreza e liberdade. A ginástica com a função de desenvolver a valentia e não a robustez do atleta, e a música para ajudar a não se praticar nada de mal, além de contribuir para desenvolver ritmo e harmonia.
Assim sendo, a finalidade da educação musical é “infundir no educando um espírito de ordem e desenvolver o verdadeiro amor à beleza.” Uma sociedade em declínio é uma sociedade que abandonou a educação musical como parte integrante do processo educativo.
De acordo a Platão, a música é feita de sons, que se manifestam em movimentos ordenados. O bem específico da música é a capacidade de introduzir ordem e beleza de forma perfeita nas ações e na vida. Ele define a música como arte educadora por excelência que, penetrando na alma por meio dos sons, inspira o gosto pelas virtudes. Por esta razão, na verdadeira educação está presente a música. Ela não pode transmitir outra coisa se não as virtudes. Na música estão contidos três elementos: as palavras, a harmonia e o ritmo. Daí a importância da boa e verdadeira música. A música penetra diretamente em nossos centros nervosos e ordena de maneira rápida e imediata a divisão do tempo e do espaço.
“A música, tem o poder de acalmar e disciplinar uma criança, portanto facilita a aprendizagem, seja ela formal ou no âmbito familiar. Ela é um dos estímulos mais potentes para os circuitos do cérebro, além de ajudar no raciocínio lógico matemático, contribui para a compreensão da linguagem e para o desenvolvimento da comunicação. Atua nos dois hemisférios do cérebro. O direito que é criativo e intuitivo e o esquerdo que é lógico e sequencial” afirma Paulo Roberto Suzuki – Musicoterapeuta.
Pesquisas realizadas com o intuito de provar a ação da música nas células cerebrais, mostram que após meses de aula de piano e canto, uma criança manifestou melhores resultados na reprodução de desenhos geométricos, na percepção espacial e no jogo de quebra cabeças.
O processo de ensino que se baseia em uma vivência musical direta e imediata, com manipulação e experimentação sonora, em prática musical coletiva e em vivência corporal, estão em consonância com a psicopedagogia de Vigótski.
“Não dá para falar de música, sem falar de Mozart, o grande gênio da música”, diz Délia Steinberg Guzman. Ele é um clássico por excelência, somente nele as formas tomam vida e expressão, é o mais fantástico conhecedor de regras, imaginação e sensibilidade. Seu estilo universal é atemporal.”
A filósofa Maria Angeles Fernández, inspirada em Apolo, deus da música nos diz: “nada, é mais agradável aos ouvidos dos deuses, que estes maravilhosos sons vindos das cordas, extraídos do vento, paridos dos ventres inchados de tambores e atabaques. O mundo se criou com música, o homem tão pequeno, tão limitado frente a soberba grandeza de seu contexto, aprendeu em seguida que os sons eram sua comunicação com Deus.”
Sabemos da importância de estabelecer regras para o reconhecimento dos limites na educação da criança, e quem nos ensina isso é a própria natureza, que nos mostra a todo instante a presença do ritmo, da harmonia e do som. É certo que, a música nos traz elementos para estabelecer a harmonia, porque é a própria harmonia.
Nenhuma criança permanece quieta enquanto canta, bate palmas, bate os pés e dança, ou seja, os instrumentos naturais do próprio corpo, em sua qualidade de gestos rítmicos primordiais, complementam a expressão melódica do canto. Considerando que o movimento para a criança é tão necessário quanto o repouso e a alimentação, mais um motivo para considerar a música como elemento primordial em sua educação.
Ao trazer estes elementos para enriquecer e também elucidar a nossa reflexão, meu objetivo não é outro se não colocar a música no seu lugar de excelência na educação da criança e também chamar a atenção de pais e educadores para fazer uso de uma linguagem musical na comunicação ao educar, pois é a linguagem da alma, portanto, a linguagem adequada para sintonizar com a alma de uma criança.
Crianças pertencem a um mundo puro, inocente e mágico, onde a música está presente, portanto, não deve ser excluída do seu cotidiano, pois sua natureza anímica, pede isso.
A música é a linguagem da alma e como tal ela poderá nos ajudar a resgatar os verdadeiros valores tão ausentes no mundo de hoje, carente dos reais valores humanos. Humanizar a educação é o maior desafio que encontramos hoje nas escolas e nas famílias. Humanizar a educação, é fazer valer estas três grandes virtudes: a bondade, a beleza e a justiça.
Quero com esta reflexão fazer um chamado a todos aqueles que de alguma forma educam crianças ou mesmo só têm contato permanente com elas, que façam uso desse grande recurso ao educar: a música. Ajudando-as a preservar esta virtude que já é de sua natureza: a sensibilidade.
Muitas vezes os pais bem intencionados, buscam oferecer aos filhos a melhor educação, colocando-os em aulas especiais diversas, além de uma escola de educação infantil, com o intuito de ajudá-los em sua formação. E no entanto, na maioria das vezes não valorizam e por isso mesmo não estimulam a educação musical, na educação dos filhos, por desconhecer o seu real valor. Posso afirmar que a educação musical é completa, educa todos os aspectos do ser humano.
Em uma educação onde se estimula mais o lado esquerdo do cérebro, ou seja, o racional, a sensibilidade cede lugar ao endurecimento nas relações, gerando pessoas mais distantes e frias, ou seja, com pouca ou nenhuma sensibilidade. E a música é antídoto mais eficaz que podemos lançar mão contra este mal.
Uma ação pedagógica eficaz é cantar, ouvir boas músicas, ouvir músicas clássicas, ouvir sons da natureza junto com os filhos.

Para cantar com a criança, não é necessário possuir técnicas vocais, e sim deixar a voz sair do coração e passar pela garganta carregada de emoção, e assim conduzí-la, nesse mundo mágico em que ela vive. Cante com ela e os laços afetivos certamente serão fortalecidos, facilitando assim o seu processo educativo.

Fonte: http://www.vidamaterna.com/a-importancia-da-musica-na-educacao-das-criancas/

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Como estimular a fala da criança



O bom desenvolvimento do bebê depende – e muito! – dos estímulos oferecidos pelos pais e pelo ambiente em que está. Isso vale até mesmo para a fala. As crianças possuem vários estágios de fala:
– 0 a 3 meses – sons de vogais
– 4 a 6 meses – repetindo o som da mesma consoante várias vezes como “dadada”
– 6 a 9 meses – balbuciando com mais sons à mistura
– 10 a 12 meses – jargão de bebé, quando o bebé parece falar a sua própria linguagem
– 10 a 18 meses – palavras perceptíveis completas
Conversar, cantar e ensinar são essenciais para um bom desenvolvimento. Estar atento à audição do bebê também é muito importante, pois precisamos de uma audição normal para adquirir a linguagem espontaneamente.
Para incentivar o seu bebê a começar a falar, ficam aqui algumas sugestões:
– Fale muito com o bebê.
– Fale normalmente e corretamente com o seu filho, nada de “pepeta”, “banbanho”e etc.
– Responda ao seu choro – o choro é a linguagem do bebê e o adulto deve responder a esse choro.
– Conversa do dia a dia – Esse tópico chamo de narrativa de acontecimento. Funciona da seguinte maneira, quando estiver trocando a fralda do bebê por exemplo, vá explicando tudo o que está fazendo, conversando com ele o tempo. Esse tipo de conversa é muito importante para a linguagem e também para o asseguramento emocional do bebê.
– Cante para o seu filho – Mesmo que você não seja uma ótima cantora, cante bastante para ele, certamente ele vai adorar.
– Ler um livro – Embora possa pensar que um bebê pequeno não dá interesse a um livro, a verdade é que pode ter mais interesse do que pensa. Logo que o bebê for capaz de se sentar, leia-lhe um livro de crianças, de preferência livros com algumas frases. Estará, desta forma, contribuindo para aumentar a familiaridade do bebê com as palavras.
– Incentive – Quando a criança começar a balbuciar, mesmo que sejam as primeiras palavras que ninguém compreende exceto os pais, incentive o seu bebê a continuar o seu bom caminho na aprendizagem da linguagem.
As primeiras palavras devem ser pronunciadas até um ano e três meses.Caso isso não ocorra, o pediatra e o fonoaudiólogo que acompanham o seu filho devem esclarecer dúvidas, pois existem vários fatores que podem interferir e prorrogar o desenvolvimento da fala.

Fonte: http://dicaspaisefilhos.com.br/categoria/bebes-e-criancas/desenvolvimento/page/44/

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Como ensinar seu filho a andar de bicicleta

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Um dos aprendizados mais marcantes da infância de qualquer pessoa é o de como andar de bicicleta. A presença, a ajuda e a orientação dos pais é essencial para que a criança aprenda a pedalar equilibradamente sem ajuda nenhuma.
O primeiro passo para esse aprendizado é a compra de um capacete, cotoveleiras e joelheiras de proteção, já que essas são as partes do corpo mais afetas em quedas de bicicletas, que acabam sendo inevitáveis durante o aprendizado. Lembre-se que segurança é essencial e até mesmo um ciclista experiente está exposto a acidentes.
Para que o aprendizado seja satisfatório, é essencial que o equilíbrio e a capacidade de pedalar se desenvolvam. Esta última pode ser praticada por meios mais seguros como triciclos, velotróis e bicicletas com rodinhas. Com estes brinquedos, a criança é capaz de praticar o movimento circular da pedalagem, e também aprender sobre o ato de variar a velocidade através de pedalagens mais ou menos rápidas.
A manutenção do equilíbrio é um grande desafio e é onde a ajuda dos pais deve acontecer. A bicicleta da criança não deve ser muito grande e alta já que a mesma deve ser capaz de colocar os pés no chão caso ela sinta que vai cair.
A maneira tradicional de se ensinar as crianças a andar de bicicleta ainda é vista como uma das formas mais eficazes. Ela consiste em correr ao lado das crianças, dando-as suporte até que elas consigam manter seu equilíbrio totalmente sozinhas. Apesar de seu aspecto simples, há algumas dicas que devem ser observadas para que esse processo seja mais rápido e menos doloroso para pais e filhos.
É muito importante deixar que a criança segure e maneje o guidon, só assim ela aprenderá sobre a sensibilidade do mesmo e entederá o quanto é necessário virar para obter a direção necessária.
No que se refere ao equilíbrio em si, é importante que os pais segurem os filhos pelo ombro, para que eles não interfiram no contato deles com a bicicleta. Escolha uma superfície ampla e plana, para que não haja grandes atritos para o ciclista aprendiz. É importante compreender que algumas crianças conseguirão se equilibrar no fim de um dia de treinamento, enquanto outras precisarão de mais tempo de prática. Aos poucos, é importante que o apoio exercido no ombro da criança seja diminuído e que os pais possam avaliar o momento certo de permitir que suas crianças pedalem sem o suporte deles.
Mesmo quando as crianças já estão prontas para pedalar sozinhas, é importante que elas mantenham o uso das proteções, uma vez que o instinto explorador e a coragem delas aumentará com o tempo e portanto estarão expostas a possíveis quedas ou choques, que podem ser absorvidos caso o uso de proteção seja constante.

Fonte: http://dicaspaisefilhos.com.br/categoria/bebes-e-criancas/desenvolvimento/page/41/

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Ser aluno brilhante na escola apenas não garante sucesso na vida

O post de hoje é um assunto super importante e vale a reflexão de nós pais e também dos educadores. Ser brilhante na escola não é sinônimo de sucesso da vida. A matéria é escrita por Andrea Ramal, e foi retirada do blog Dicas Pais e Filhos, o qual recomendamos aos nossos pais que leiam, pois é repleto de assuntos e dicas interessantes:
Muitos pais têm em mente que um filho que só tira notas máximas na escola vai se tornar um adulto bem sucedido. Mas a história não é tão simples. Não adianta ter um filho “brilhante”, se avaliado apenas pelas notas, se quando adulto ele não se relacionar bem com outras pessoas, não gerenciar bem suas emoções ou não souber enfrentar os problemas do dia a dia.
Para a educadora Andrea Ramal, Doutora em Educação pela PUC e autora de sete livros na área, é importante que os pais ofereçam aos filhos oportunidades de formação integral, o que auxilia o filho a desenvolver capacidades e talentos por igual. Isso significa ir além do intelecto.
Em seu mais recente livro Filhos Bem Sucedidos – Sete maneiras de ajudar seu filho se realizar na escola e na vida (Editora Sextante), Andrea Ramal aconselha os pais sobre a melhor forma equilibrar a educação dos filhos:
– Enriqueça a formação cultural e educacional de seus filhos e ofereça a eles a oportunidade de ler livros interessantes, assistir a bons filmes, frequentar exposições e peças de teatro e participar de cursos extras e atividades artísticas.
– Mantenha o diálogo em casa, incentivando seu filho a encarar desafios de forma natural, a resolver problemas e a lidar bem com as derrotas. Não coloque seu filho numa redoma!
– Aproveite as férias escolares de seu filho para proporcionar oportunidades de aprendizagem como ler, viajar, apreciar obras de arte e conhecer novas culturas. A criança que vivencia programas culturais e é estimulada tem uma perda de conteúdo menor na volta às aulas.
– Dê preferência a escolas que tenham uma proposta de educação integral, com currículo variado. Ou seja, que ofereça, além das tradicionais, disciplinas ligadas a artes, cultura e esportes.
O sucesso na vida se relaciona com este tipo de equilíbrio. Adultos bem sucedidas são aquelas que, diante dos problemas, reagem com serenidade e criatividade, têm autoconfiança. Elas constroem o próprio destino. Cuidam adequadamente de si mesmas e dos demais, buscam a qualidade de vida e se sentem felizes. Elas equilibram a mente, o corpo e o coração.
Além disso, ir além do ensino escolar e formar um cidadão integral é fundamental num mundo altamente competitivo. Se os pais oferecem uma formação que vai além do que a escola proporciona, oferecendo atividades com as relacionadas acima, isso funcionará como acelerador da capacidade de aprender e será um diferencial na vida profissional. Portanto, somente as notas não são parâmetro para avaliar se um aluno será brilhante também na vida.
A sinergia total entre pais e escola também é fundamental no processo de formação de um adulto de sucesso. “De fato, quanto mais os pais acompanham a vida escolar dos filhos, mais a sua autoestima cresce pois aumenta ainda mais a sua capacidade e sua vontade de aprender”, diz. Na opinião de Andrea, para transformar um filho em um profissional de sucesso é fundamental que ele tenha um projeto de vida com mais conhecimento, equilíbrio pessoal e felicidade.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

A convivência e a troca de experiências entre irmãos

Os pais tentam dar bons exemplos para garantir que seus filhos sejam adultos educados e felizes. Também se preocupam com as interferências de fora da família, como o que as crianças aprendem na escola e com os amigos. Um novo estudo reforça, porém, algo que eles já suspeitavam: a influência dos irmãos é tão importante quanto à dos pais.
Por conviver nos mesmos ambientes, os irmãos acabam influenciando em situações do dia a dia, dizem os pesquisadores da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, que realizou o estudo. Enquanto os pais transmitem os valores, é com o irmão que uma criança tem mais chances de aprender, por exemplo, a ser mais popular na escola. Outra característica relevante é a idade. Caçula, irmão do meio ou primogênito, tanto faz: todos aprendem uns com os outros. O único problema é que a influência vale tanto para coisas boas quanto para coisas ruins.
A psicanalista Silvana Rabello, professora da PUC-SP, diz que essa troca de experiências entre irmãos é normal e esperada. “Mesmo os que não são amigos, desde que vivam no mesmo ambiente, influenciam um ao outro”, diz. Para fazer com que a relação entre eles seja positiva, porém, ela sugere que os pais fiquem sempre atentos aos possíveis conflitos e busquem ajuda para administrá-los, se for o caso. “Comparações, por exemplo, só aumentam a rivalidade e o ciúmes”.
Mas e os filhos únicos, ao perder esse tipo de relacionamento, vão ficar para trás? “Obviamente que não”, diz Silvana. “Do contrário, pessoas com muitos irmãos seriam obrigatoriamente mais felizes”. Para psicanalista, uma saída é oferecer uma vida rica em relações humanas, o que significa incentivar as amizades da criança dentro e fora da família. Pois é assim, como reforça a pesquisa norte-americana, que aprendemos e crescemos.

Fonte: http://dicaspaisefilhos.com.br/categoria/bebes-e-criancas/desenvolvimento/page/36/

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Bebês amamentados tem maior QI: entenda os benefícios

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O tema amamentação é sempre um tema muito querido por nós mães. Sabemos que amamentar não é tão fácil quanto aparece nas novelas, mas é de extrema importância para o bebê e também para a mãe. A cada dia que passa se descobre mais benefícios da amamentação.
E as mães podem adicionar mais um item à lista de benefícios que a amamentação proporciona: aumentar o QI das crianças. É o que sugere uma nova pesquisa, liderada por um cientista do Hospital Infantil de Boston (EUA) e publicada online dia 29 de julho de 2013 no JAMA Pediatrics.
Os estudiosos acompanharam mais de 1.300 crianças com três anos de idade. As mães foram questionadas sobre a amamentação, e se pararam quando o bebê completou seis meses ou 12 meses. Os bebês completaram os testes de inteligência padrão com três anos e depois com sete anos. Segundo os pesquisadores, crianças que foram amamentadas pontuaram mais nesses testes, mesmo levando em conta outros fatores que podem afetar o QI de uma criança, tais como a inteligência da mãe ou ingestão de ômega 3.
Os bebês que eram amamentados durante o primeiro ano de vida ganharam uma média de quatro pontos no seu QI, em comparação com os bebês que não foram amamentados. Essas crianças eram mais capazes de compreender o que os outros estavam dizendo-lhes (linguagem receptiva) aos três anos e tiveram inteligência verbal e não-verbal superior aos sete anos.
De acordo com os autores, os resultados suportam as recomendações nacionais e internacionais para promover o aleitamento materno exclusivo até a idade de seis meses e continuação do aleitamento materno por 2 anos ou mais. Eles afirmam que as essas descobertas podem motivar as mulheres a amamentar por períodos mais longos de tempo.
10 benefícios da amamentação para o seu bebê
Desde a confirmação da gravidez, nenhum episódio é capaz de chamar mais atenção do que a saúde do bebê prestes a chegar. Os cuidados necessários para o desenvolvimento da criança despertam o interesse como nenhum outro assunto e a mãe faz de tudo para garantir que o bebê passe os dias longe de infecções e alergias. “Felizmente, a melhor proteção para o bebê está, justamente, nas mãos da mãe: crianças que recebem leite materno como alimento exclusivo nos primeiros seis meses de vida são mais resistentes a infecções, alergias, doenças e até mesmo complicações mais simples, como a cólica e o estresse”, afirma o pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros, da Sociedade Brasileira de Pediatria.
A amamentação, de tão importante, tem até semana especial no calendário: o Ministério da Saúde e a Organização Mundial de Saúde (OMS) promovem, em agosto, a Semana Mundial da Amamentação, lembrando o quanto o leite materno pode fazer diferença na vida da criança, estimulando as mães a praticarem esse gesto de amor e esclarecendo as principais dúvidas sobre o tema. Se você quer saber tudo o que seu bebê ganha a cada mamada, veja os benefícios que os especialistas destacam.
Fortalece a imunidade
O leite materno possui um importante papel na imunidade dos bebês, pois contém células de defesa e fatores anti-infecciosos capazes de proteger o organismo do recém-nascido. “As infecções comuns dos primeiros seis meses, como a otite, afetam menos as crianças que são amamentadas”, diz a pediatra Natasha Slhessarenko, do Laboratório Pasteur, em Brasília.
Contato com a mãe
A amamentação tem papel importante no sistema nervoso da mãe, diminuindo o estresse. “Além disso, o contato com a mãe faz com que o bebê se sinta mais seguro e tranquilo, evitando o choro e a ansiedade na criança”, afirma o obstetra e especialista em Medicina Fetal Jurandir Piassi, do Lavoisier Medicina Diagnóstica, em São Paulo.
Melhor alimento para o intestino
A pediatra Ana Gabriela Pavanelli Roperto, do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, em São Paulo explica que o leite humano contém enzimas já conhecidas pelo organismo da criança. “Os componentes do leite de vaca ou leites artificiais são estranhos para o bebê e, por isso, podem causar alergias intestinais e deficiência de ferro”, diz. “Crianças que mamam no peito podem inclusive ficar até oito dias sem evacuar, justamente porque todos os componentes do leite materno são aproveitados pelo organismo, não havendo necessidade de evacuação.”
Diminui o risco de alergias
Um estudo publicado no European Respiratory Journal revelou que bebês alimentados exclusivamente com leite materno nos primeiros menos seis meses têm menos chances de desenvolver sintomas de asma na infância, como chiados no peito e catarro persistente. Outra pesquisa, desenvolvida pela Universidade de Southampton, na Inglaterra e pelas Universidades do Estado de Michigan e Carolina do Sul, nos Estados Unidos, descobriu que crianças que foram amamentadas por pelo menos quatro meses tinham um funcionamento melhor dos pulmões.
O esforço do bebê para sugar o leite ajuda no desenvolvimento dos pulmões, fortalecendo o órgão contra alergias. “Outros estudos mostram que as alergias começam no primeiro ano de vida, e quase sempre estão associadas à proteína do leite de vaca”, diz a pediatra Natasha. ‘O leite de vaca está associado a irritações no organismo no bebê, podendo levar ao surgimento de dermatite, rinite, sinusite, bronquite asmática e amigdalite.”
Evita cólicas
A grande razão para o leite materno prevenir cólicas no bebê são as proteínas presentes em sua composição. Sylvio Monteiro de Barros explica que existem dois tipos de proteínas: as de difícil digestão (caseínas), e as de fácil digestão (globulinas). “O leite de vaca tem muito mais proteínas do que o leite materno, porém a proteína que o leite de vaca tem é basicamente caseína, e o leite humano é constituído de globulinas”, diz o pediatra. Por conter esse tipo de proteína, o leite materno não fermenta tanto para ser digerido, produzindo menos gases e evitando as cólicas. “Outro fator para cólicas é a ingestão de ar pelo bebê, que é muito maior com a mamadeira do que no peito.”
Previne doenças futuras
Ao usar a mamadeira para alimentar seu filho, você está retirando a primeira parte da digestão do alimento, que fica na boca. “A mamadeira faz com que o leite vá direto para a garganta do bebê, comprometendo tanto o processo digestivo quanto de saciedade”, diz o pediatra Sylvio. Isso fará com que a criança coma mais do que o necessário e ela tenha predisposição ao acúmulo de gordura. Segundo o especialista, mesmo o leite materno, quando oferecido na mamadeira, pode favorecer esses problemas.
Além disso, a quantidade de sódio, potássio, magnésio e proteínas presente nos outros leites é maior que no leite da mãe, fator que pode sobrecarregar o sistema da criança, causando alterações no processo de digestão e favorecendo o surgimento de doenças no futuro, como síndrome metabólica, obesidade, diabetes, hipertensão e doença celíaca.
Combate à anemia
O leite materno possui muito mais de ferro e concentrações menores de cálcio, quando comparado ao leite de vaca. “O ferro presente nos outros leites não é suficiente para o bebê, sendo necessária a suplementação”, diz o obstetra Jurandir Piassi, especialista em Medicina Fetal do Lavoisier Medicina Diagnóstica. “Já o cálcio em abundância nos outros leites pode inibir a absorção de ferro, diminuindo ainda mais a presença desse nutriente no organismo do bebê e favorecendo a anemia ferropriva”, completa.
A pediatra Ana Gabriela declara que a presença de ferro no leite da mãe diminui com o tempo por um processo natural, como se o leite materno preparasse o bebê para a alimentação. A partir dos seis meses, é preciso introduzir alimentos ricos em ferro, como as carnes, na dieta da criança. “Como o bebê ainda não consegue mastigar direito, o melhor a fazer é colocar a carne na sopa e servir apenas o caldo, que possui os nutrientes da carne diluídos no cozimento.
Ajuda no desenvolvimento cognitivo
Um estudo feito com 12 mil bebês e publicado no The Journal of Pediatrics revelou que crianças amamentadas desenvolvem mais rapidamente o cérebro, apresentando melhor desempenho de vocabulário e raciocínio. A análise foi liderada por cientistas do Institute for Social and Economic Research at the University of Essex, na Inglaterra. O pediatra Sylvio conta que a gordura presente no leite materno é constituída por ácidos graxos poli-insaturados, responsáveis por formar os neurônios da criança e favorecer as sinapses nervosas. “O desenvolvimento de cerca de 80% do cérebro acontece nos primeiros dois anos de vida, por isso a importância dessa gordura no leite da mãe”, diz. O especialista reforça a importância da alimentação da mãe para que a criança consiga todos esses nutrientes: “Se a mãe tiver uma dieta rica em peixes de água fria, como salmão e cavalinha, a criança irá obter mais gorduras por meio da amamentação e isso irá facilitar seu desenvolvimento cognitivo.”
Desenvolve a arcada dentária
O movimento de amamentação é excelente para a dentição e para a fala do bebê. ‘Há estímulo para o desenvolvimento dos ossos do crânio e da face, fazendo com que os dentes se encaixem de forma adequada”, diz a fonoaudióloga Andrea Motta, da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia. “Amamentar também promove estímulos favoráveis ao desenvolvimento da musculatura da boca e da face, o que futuramente irá refletir na respiração, fala, mastigação e deglutição.”
Ajuda no crescimento de prematuros
Os bancos de leite existentes hoje no Brasil são basicamente para o desenvolvimento de bebês prematuros. “Quanto mais prematuro é o bebê, mais imaturo é o seu sistema digestivo e maior a probabilidade de desenvolver alergias”, diz pediatra Natasha. “Além disso, o prematuro precisa dos nutrientes do leite materno para desenvolver melhor todos os seus sistemas, mais imaturos do que deveriam.”

Fonte: http://dicaspaisefilhos.com.br/categoria/bebes-e-criancas/desenvolvimento/page/33/

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

O que fazer com crises de raiva das crianças?

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A raiva infantil é desencadeada por um desejo não atendido. Os bebês já sentem isso quando estão com fome e a mamada não vem, têm mais frio do que gostariam ou o brinquedo não faz tudo que desejam. “Desde bebê já se pode ensinar a esperar um pouco para ter suas necessidades saciadas, como a não ficar o tempo todo no colo que mais gosta. Assim, quando contrariada em outras questões, a criança terá mais tolerância”, sugere a psicóloga infantil Patrícia Serejo.
Até aprender a se expressar, a criança usa o que sabe fazer: chora e se contorce, e às vezes fica até difícil de segurá-la. Nesta fase, os pais já podem ir conversando, dizendo coisas como “tem que esperar um pouquinho, a mamãe está acabando de fazer a sopa”. “A questão do tempo de aprender a esperar é um fator fundamental. É tarefa dos pais ensinar gradativamente que a realidade não se adequa às crianças, mas são elas que devem se adequar a realidade”, explica a psicóloga especializada em psicanálise para crianças Adela Stoppel de Gueller.
O que fazer
Com o tempo, as crianças passam a gritar, se jogar no chão, chutar ou bater nas pessoas ou nos móveis e, algumas vezes, até se agredir. A agressividade pode vir de um modelo que se tem em casa ou de um amiguinho ou priminho que consegue o que quer fazendo escândalo. Contudo, é a partir da reação dos pais à crise de raiva que a criança opta (ou não) por se comportar assim em situações semelhantes. “Quando percebe que seu desejo é atendido após a crise de raiva, ela aprende que a crise leva à obtenção do que ela deseja”, alerta Patrícia Serejo.
Se a mãe diz que não vai comprar um brinquedo, mas acaba cedendo ao berreiro armado logo em seguida no meio da loja, por vergonha, o pequeno vai entender direitinho a mensagem: birra funciona! E, seguindo este caminho, mais do que sofrer durante a infância de seu filho, você corre o risco de criar um adulto incapaz de lidar com as frustrações.
Na hora da crise de raiva, se for possível, os pais devem sair de perto da criança. Assim, eles têm uma chance de respirar fundo, se acalmar e tomar uma decisão mais consciente. Nas situações em que ela não pode ser deixada sozinha, tire-a do ambiente – é o caso, por exemplo, de uma loja de brinquedos.
Seja firme, mas não tente falar mais alto. “É preciso dialogar com muita paciência, amor e carinho nessas horas. Ofereça conforto dizendo ‘percebi que você está bravo, mas vamos nos acalmar para eu entender’. O embate de quem grita mais alto forma um ciclo de raiva sem crescimento algum”, diz a psicóloga Daniella Freixo de Faria.
E se a crise de raiva colocar em risco a integridade física da criança ou de outra pessoa, é dever dos pais contê-la fisicamente. Mas atenção: isso é diferente de bater!
Causas
Apesar de muitas vezes parecerem a mesma coisa, a raiva é diferente da manha. Esta última pode vir de cansaço, sono ou fome, e deve ser respeitada. O jeito de diferenciá-las é conhecendo os hábitos do seu filho e excluindo cada uma das necessidades fisiológicas, atendendo-as: certifique-se de que a criança está bem alimentada, descansada e confortável.
A manha também pode ter causas menos nobres do que fome, frio ou sono. “A criança quer fazer o outro ceder apenas para ganhar a batalha. É um jeito que ela tem de provar que é importante e poderosa”, explica Adela Gueller. Já a raiva é mais primitiva, tem a ver com as necessidades e os desejos elementares. Às vezes as duas reações se misturam. Por isso, mais importante do que diferenciá-las é evitar o confronto.
Pode parecer uma birra sem fundamento, mas, na maioria das vezes, as crises não começam sem motivos. Pode ter sido uma injustiça, uma promessa não cumprida, uma sensação de vergonha ou mal estar. “Cada ‘não’ ou ‘sim’ tem que ser dito com muita responsabilidade. Seja honesto e genuíno com seu filho. Ataques são chamados para que os pais entrem na função deles”, lembra Daniella de Faria.
Crianças querem e precisam de orientação para seguirem seus caminhos. Não ignore simplesmente uma crise de raiva. Entenda por que ela aconteceu – talvez você tenha prometido aquele sorvete, mas ficou com pressa e nem sequer se deu ao trabalho de fazer a criança entender que não deu tempo de comprá-lo. “O objetivo da crise é fazer os pais entenderem porque eles estão bravos. Sendo compreendida, a raiva some”, promete Daniella.
Fonte: Delas IG e http://dicaspaisefilhos.com.br/categoria/bebes-e-criancas/desenvolvimento/page/30/

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

O uso de tablets por crianças é cada vez maior. Existem benefícios ou é preciso se preocupar?


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O uso de tablets e smartphones por crianças vem cada vez mais preocupando pediatras e outros especialistas. Pelo segundo ano consecutivo os tablets lideraram a lista de presente de natal mais pedido pelas crianças. Mesmo sem saber ler, as crianças conseguem escolher sozinhas filmes para assistir, jogos ou ver fotos.
Hoje em dia é muito comum os pais deixarem seus filhos horas brincando nos dispositivos e se sentem menos culpados por achar que usando os aparelhos as crianças estão aprendendo com os aplicativos. Fabricantes como a Samsung colocaram no mercado tablets especialmente projetados para os pequeninos e boa parte dos tablets para adultos já vem com controle que os pais devem configurar para filtrar o conteúdo.
Além dos tablets projetados para crianças, alguns fabricantes de brinquedos também lançaram no mercado acessórios para os tablets, como é o caso da Fisher Price que possuí case para tablets para facilitar o uso das crianças.
Mas especialistas alertam, que não há qualquer prova de que passar muito tempo navegando num tablet ofereça qualquer benefício educacional ou relativo ao desenvolvimento das crianças. Na verdade, essa navegação tira as crianças de seu elemento natural: brincar, interagir com amigos e adultos ao vivo e usar brinquedos comuns que não sejam digitais. Para os médicos, ficar muito tempo entretido com a tela de um celular ou tablet cada vez mais se mostra ligado a problema comportamentais e atraso no desenvolvimento social.
Mas sobre o assunto de desenvolvimento da criança, a controvérsias, alguns especialistas acham que os tablets e smartphones são benéficos do ponto de vista educacional. Porém um consenso geral é de que a criança não deve ficar mais de 2 horas utilizando esse tipo de aparelho e que o uso deve ser assistido.
Além do questionamento educacional, também temos um contexto social que deve ser avaliado. É muito inconveniente estar sentado num restaurante e na mesa ao lado ter criança assistindo filme no tablet. Os pais tem uma preocupação exagerada em manter as crianças ocupadas o tempo todo, mas é preciso também deixar a criança viver o vazio para usar a sua imaginação.
O tédio não é tão mau quanto os pais possam pensar, inclusive ajuda as crianças a se preparem para os momentos mais aborrecidos que terão na vida adulta, assim como ajudá-las a desenvolver sua independência.
As crianças que têm uma vida completamente preenchida, correm o risco de vir a se tornar adultos estressados e ansiosos.
Clique no link abaixo para conferir uma reportagem que fala sobre o assunto:
https://www.youtube.com/watch?v=1hyaH6SVfwM

Fonte: O Globo e http://dicaspaisefilhos.com.br/categoria/bebes-e-criancas/desenvolvimento/page/27/


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

O que é a hiperatividade e o transtorno do déficit de atenção?

Atividades-educativas-Aprendendo-a-dividir
O transtorno de déficit de atenção (TDAH) é uma doença muito discutida nos dias de hoje e cheia de controvérsias. É um transtorno neurobiológico, de causa genéticas, que aparece na infância e frequentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. O TDAH se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade.
O TDAH é o transtorno mais comum entre crianças e adolescentes. Nas diferentes regiões do mundo onde já foi pesquisado, o transtorno atinge entre 3 a 5% das crianças. Em mais da metade dos casos o transtorno acompanha o indivíduo na vida adulta, mas se torna mais brando.
Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade
Mas por se tratar de um distúrbio que acontece na maioria das vezes na infância, muitas vezes os pais confundem os sintomas do transtorno com comportamentos normais, ou hiperatividade, que irão passar conforme a criança for crescendo.
Porém, é preciso diagnosticar a doença o quanto antes e tratá-la, porque ela pode trazer sérios prejuízos a curto e longo prazo. Em crianças é muito comum a queda no rendimento escolar, por causa de desorganização, falta de paciência em assistir as aulas e estudar.
Na fase adulta, o transtorno pode ser a causa de uma severa baixa auto-estima, desatenção no cotidiano e trabalho, esquecer coisas. São inquietos, vivem mudando de ideia e são impulsivos, frequentemente eles são considerados egoístas.
Fechado o diagnóstico é preciso examinar se não existem outras doenças associadas. Nos adultos é muito comum eles também apresentarem ansiedade e depressão. O tratamento em adultos normalmente é mais simples. Em alguns casos se faz uso de medicação associado ao trabalho de um psicólogo.
Como tratar o déficit de atenção
Em crianças o tratamento é um pouco mais complicado, porque precisa atuar em diversas frentes. Pois também requer aplicação de medidas pedagógicas e comportamentais, muitas vezes precisando até mesmo da figura do mediador na escola.

Fonte: http://dicaspaisefilhos.com.br/categoria/bebes-e-criancas/desenvolvimento/page/32/

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

A química dos processos de aprendizagem e a educação infantil

Todos nós sabemos que os seres humanos, desde pequenos, aprendem por imitação. É só ver como uma criança consegue repetir as atitudes dos adultos, como, por exemplo, uma careta, um sorriso ou um movimento com a cabeça. Os responsáveis por essas habilidades em nós são os neurônios espelho. Porém, a novidade está no fato da neurociência revelar os mistérios escondidos na química dos processos de aprendizagem.
Segundo a psicopedagoga e escritora Dra. Nádia Bossa, esse estudo vai favorecer descobertas cada vez mais precisas de como o cérebro compreende o mundo a sua volta e como somos capazes de criar situações que podem facilitar o nosso entendimento das coisas. “Uma das áreas que pode se beneficiar muito é a educação infantil”, diz.
Ela explica que os neurônios espelho foram associados a várias modalidades do comportamento humano, como, por exemplo, a imitação, a teoria da mente, aprendizado de novas habilidades e a leitura da intenção em outros humanos. “E grandes pesquisas vêm mostrando que a disfunção desses neurônios pode estar envolvida com a gênese do autismo”.
A psicopedagoga explica que, segundo os estudiosos, os neurônios espelho podem ter contribuído para o início da linguagem humana, servindo de base para a apropriação simbólica de atos motores. “E o comportamento autista reflete um quadro compatível com a falha desse sistema do cérebro”.
– Por esse motivo vem-se relacionando a sua disfunção com o autismo. Crianças com esse problema possuem dificuldades para se expressar, compreender e imitar sentimentos, como, por exemplo, medo, alegria ou tristeza. Então, fecham-se num mundo particular e acabam desenvolvendo sérias dificuldades de socialização e aprendizado – exemplifica.
Bossa ainda diz que, desde a descoberta dessa particularidade do cérebro em primatas (não-humanos), vários estudos utilizando ferramentas de neuroimagem tentam localizar e mapear a presença desses neurônios em nossa raça. Durante testes, esses neurônios disparavam quando, o animal em análise, realizava ações específicas ou quando ele observava o mesmo movimento feito por outro ser da mesma espécie ou por um pesquisador. “Ou seja, os neurônios espelho, quando ativados pela observação de uma ação, permitem que o seu significado seja compreendido automaticamente (de modo pré-atencional)”.
Ela argumenta que a novidade não está em entender que nós aprendemos por repetição. Porém, os pesquisadores não sabiam era qual o correspondente cerebral, biológico e orgânico que explicaria essa diferença. Ou seja, que efeitos isso teria sobre o cérebro (substrato orgânico que suporta a aprendizagem) daquele que se pretende ensinar.
E isso, segundo a Dra. Nádia, é visto com bons olhos na educação infantil. Dessa forma, mostra que não se pode perder o foco quando está se ensinando alguém (no caso, a criança). O profissional deve estar atento e com a mente presente o tempo todo no aluno e no seu objetivo, e não simplesmente realizar sua tarefa de maneira mecânica sem propósitos específicos. Ou seja, desde esse momento na fase dos estudantes, a educação deve ter objetivos bem determinados. “Parece óbvio, mas faz toda diferença o professor estar determinado a ensinar e ficar focado nisso”.
– E uma vez que pode ser comprovado, fica muito mais fácil explicar, e convencer um professor, da importância de estar diante do seu aluno por inteiro, de corpo e mente, com o propósito verdadeiro de obter desse educando uma determinada conduta (resposta, ação e compreensão) – conclui.

Fonte: Nádia Bossa - http://dicaspaisefilhos.com.br/categoria/bebes-e-criancas/desenvolvimento/page/16/


terça-feira, 25 de novembro de 2014

Supervalorização: não transforme seu filho em um gênio mirim

SUPERVALORIZAÇÃO: NÃO TRANSFORME O SEU FILHO EM UM GÊNIO MIRIM


Criança Rei
Você provavelmente já ouviu uma mãe orgulhosa dizer “como o Joãozinho é inteligente” ou “como o Pedrinho aprende rápido e tira as melhores notas”. Qualquer mãe apaixonada pelo seu filho está propensa a cair na onda da supervalorização, que é quando os pais estimulam demais as crianças e transformam os pequenos em gênios e sabe-tudo.
No começo, pode parecer positivo valorizar a capacidade dos filhos, porém, esta valorização exagerada pode trazer consequências negativas para o psicológico da criança. Quanto mais os pais falam e exibem a criança, mais o pequeno passa a formar uma auto imagem de super capacidade e, quando as fraquezas aparecem, a criança não sabe como lidar com as próprias dificuldades.
Com a supervalorização, as crianças percebem o quanto é positivo ser bajulado desde pequeno e, esta situação pode fazer com que os pequenos desenvolvam distúrbios psicológicos que podem permanecer durante a fase adulta. Além de não aceitar os próprios defeitos, muitas crianças tentam proteger a imagem construída pelos pais através de mecanismos de defesa que tentam esconder qualquer tipo de fraqueza pessoal.
Dificuldade em aceitar fraquezas
Uma criança que ouve desde pequena que é um “gênio”, que aprende muito rápido, que não tem dificuldade nenhuma e se destaca em tudo que faz, provavelmente vai levar um choque pessoal quando descobrir que não é bem assim. Quando esta mesma criança começa a ter dificuldade em alguma matéria na escola, por exemplo, começa a ser difícil aceitar que não é boa em tudo, o que causa um grave problema em lidar com as próprias fraquezas.
A supervalorização faz com que os pequenos não aceitem que possuem defeitos ou que possam ter determinadas dificuldades. Essa falta de capacidade de aceitação própria produz resultados negativos, pois o pequeno passa a desenvolver técnicas para esconder os defeitos e manter a imagem para os pais, professores e todas as pessoas ao redor.
Mecanismos de defesas
Um dos mecanismos de defesa mais desenvolvidos pelas crianças valorizadas demais é a mentira. Para manter a qualquer custo a imagem de inteligente criada pelos pais, o pequeno passa a inventar feitos que não fez e tende a continuar com autovalorização. Mesmo que o pequeno não tire boas notas, por exemplo, uma ou outra mentira podem ser suficientes para a criança manter a imagem de destaque com relação aos outros da mesma idade.
Quando este comportamento continua durante a fase adulta, a criança supervalorizada passa a ser um mentiroso profissional, pois o comportamento continua aparecendo em todas as fases da vida. Quando adulto, a pessoa pode viver a base de mentiras, sempre tentando mostrar aos outros que pode tudo e é o melhor. Obviamente, este comportamento não ocorre com todo mundo, mas é muito comum que crianças elogiadas demais desenvolvam desvios de comportamento no futuro.
Valorize sempre o esforço da criança
O mais aconselhável por qualquer psicólogo é que os pais saibam incentivar e parabenizar a criança principalmente pelo esforço, mais do que pelo resultado. Os pequenos devem aprender que o esforço é a base para qualquer conquista na vida e que as derrotas também fazem parte do caminho e é preciso aceitar as próprias dificuldades.
Valorizar as crianças pelos resultados obtidos e pelo esforço é sempre importante, porém, é preciso ter cuidado para não transformar o pequeno em uma criança prodígio. O peso de ser “melhor que os outros” pode custar muito caro na mente infantil, além de fazer com que a criança tenha dificuldade para enxergar a realidade.
By: Ana Paula Bretschneider Ramos


Fonte: http://dicaspaisefilhos.com.br/bebes-e-criancas/educacao/supervalorizacao-nao-transforme-o-seu-filho-em-um-genio-mirim/#more-6493

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Com comprar o livro ideal para seu filho

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Todos sabemos a importância de incentivar e motivar as crianças a praticarem o exercício da leitura, ainda mais nos dias atuais, onde a tecnologia se apoderou de toda atenção e interesse infantil. Além de instigar nas crianças o hábito saudável da leitura, ler um bom livro pode influenciar nas atitudes e no comportamento.
Comprar um livro que seja adequado à faixa etária, que seja lúdico e, principalmente, educativo é fundamental para trazer melhorias intelectuais e comportamentais para seu filho. Pensando em você que pretende comprar um livro para seu filho, nós separamos 3 dicas fundamentais para encontrar o livro infantil ideal para o seu filho.
1. Faixa Etária
Para começar a escolher o livro ideal para seu filho é preciso classificá-lo de acordo com a sua faixa etária. Quando se trata de um livro infantil, a maioria dos autores fazem algumas sugestões para a idade que ele considere ideal para o conteúdo do seu livro, mas cabe a você, pai, selecionar o livro mais apropriado para seu pequeno.
Para os filhos que ainda não sabem ler, depende totalmente dos pais mostrar a importância da leitura e acompanhar a vida literária para influenciá-los ao gosto pela leitura. Ler contos e fábulas são muito indicados para prender a atenção das crianças quando ainda não sabem ler.
Quando a leitura vai ser praticada pela criança, livros lúdicos, bem ilustrados e com textos simples e grandes, vão facilitar a leitura do seu filho e prender a sua atenção por mais tempo.
2. Conteúdo do Livro
Comprar um livro ideal para seu filho também está diretamente ligado ao conteúdo literário do exemplar. Evitar livros que tragam mensagens e assuntos voltados para opessimismo ou significativamente violentos, pois estes livros são totalmente desaconselhados.
Muitos livros trazem histórias e contos que mostram personagens que buscam ressaltas as suas boas qualidades, além de apresentar ao decorrer do livro uma moral da história que ensina a superar algumas atitudes e comportamentos ruins e motiva as crianças a “praticarem o bem”.
Você pode utilizar a internet para ler algumas resenhas e comentários a respeito do livro, para ficar consciente do conteúdo abordado no livro e poder ficar mais tranquilo a respeito de seus assuntos e mensagens.
A internet pode ser uma ferramenta muito útil para encontrar o livro ideal para seu filho por um preço muito bom. Verificar as promoções e ofertas para a seções de livros infantis em livrarias conhecidas, como a Livraria Cultura, e também estar atento a descontos personalizados, como o cupom de desconto Saraiva, vão te ajudar a economizar uma boa graninha que você poderá utilizar com seu pequenino.
3. Perfil do seu Filho
Ninguém conhece melhor o seu filho do que seus próprios pais, e conhecer a respeito da personalidade do seu pequenino é muito uma dica muito legal para encontrar um livro infantil ideal de acordo com o gosto do seu filho.
Como a infância não é tão complicada quanto a adolescência, encontrar um livro que tenha a personalidade do seu filho pode ser uma tarefa muito simples e, com certeza, além de se sentir atraído pelo estilo e conteúdo do livro, esse presente vai ser muito importante para construir um hábito relevante para seu futuro.
Incentivar o hábito da leitura com livros e histórias que façam parte do gosto e da personalidade da sua criança vão ajudá-lo a praticar sempre o exercício da leitura, o que é muito importante para qualquer pessoa. Gerar esse hábito o quanto antes em seus filhos vai fazer com que ele aprenda a gostar de ler e isso proporcionará muitos aprendizados e muita curiosidade por novos conhecimentos.
By: Junior Duarte, acadêmico de Comunicação Social – Publicidade e Propaganda. - http://dicaspaisefilhos.com.br/bebes-e-criancas/como-comprar-o-livro-ideal-para-seu-filho/#more-4786

terça-feira, 18 de novembro de 2014

12 dicas para ser um pai educador

Confira abaixo 12 dicas de como ser um pai educador:

Gilmar de Souza  / 

1 - Dê o exemplo
Se você quer que seu filho seja gentil, responsável e carinhoso, deve dar o exemplo. As crianças tomam os pais como modelo e tendem a imitar seus comportamentos. É muito mais importante não mentir, exercitar-se e comer adequadamente do que dizer para a criança que ela não deve mentir, que deve se exercitar e que precisa comer determinados alimentos. Se você deseja que ela se interesse por leitura, leia diante dela e leia para ela. “Faça o que eu digo, não faça o que eu faço” não funciona com crianças. Lembrese de rir com a criança, mas nunca ria dela, porque isso é desrespeitoso. Brincadeira é quando todos se divertem. Se apenas um ri, é agressão. Configura desrespeito. E a criança só constrói o respeito pelo outro se ela própria é respeitada.

2 - Não negocie o inegociável
As crianças tendem a pedir tudo o que veem. Mesmo que você tenha poder aquisitivo, aprenda a dizer não e a limitar os mimos. Isso dará a seu filho a noção de que as coisas não caem do céu e de que tudo vem com esforço. Deixe claro que o importante não é ter coisas, mas estar cercado de pessoas a quem se ama. Em algumas situações, é possível negociar com seu filho. Se ele não quer ir embora
da praça e você pode esperar mais um pouco, não há problema em combinar uma prorrogação de 15 minutos ou de meia hora na brincadeira. Tenha cuidado com prometer presentes em troca de comportamentos desejados. A criança precisa saber que nem sempre vai ganhar um prêmio pelo que fizer.  É preciso ensinar que as atitudes têm valor em si, para que elas não se transformem em uma
mera relação de troca.

3 - Critique os atos, não a criança
Se a criança tem uma atitude condenável, diga que você não gostou do que ela fez. Mas não denigra seu filho. Se você atacá-lo e criticálo – chamando-o de burro, de malvado, de preguiçoso ou de qualquer outra coisa negativa –, ele poderá construir a personalidade em torno dessas características e se tornar inseguro. O certo é dizer que a ação dele é condenável e incompatível com a pessoa elogiável que ele é.

4 - Seja firme e coerente
Deixe as regras bem claras. Nada pode ficar subentendido. Não é suficiente dizer para a criança se comportar. Isso é abstrato demais para ela. Diga quais comportamentos são esperados e quais são reprovados. Os pais precisam ser enfáticos e coerentes em relação ao que pode e o que não pode, explicando sempre o porquê. Devem ser fornecidas explicações que a criança seja capaz de
entender, e não palestras ou discursos. Nada de papo-cabeça com criança. A lógica infantil precisa ser respeitada.
Converse muito e abra espaço para que a criança fale. O diálogo é fundamental no dia a dia. Conversar e ouvir é mostrar interesse, o que significa que a criança se sente respeitada e aprende a também respeitar. Não se pode esperar a adolescência para começar a conversar. A comunicação se constrói no tempo e por isso deve ser iniciada cedo. O diálogo ajuda a entender os problemas das
crianças.

5 - Limite o tempo de TV e de internet
Computador e internet se tornam prejudiciais quando roubam tempo de outras atividades necessárias ou desejáveis. Uma a duas horas de TV por dia estão dentro do razoável. A criança precisa de outros tipos de estímulo e de contato com a natureza. No caso da internet, não subestime os perigos. Mantenha o computador em um local onde possa vigiá-la e acompanhe de muito perto o que seu filho põe na rede e com quem se relaciona. As tecnologias têm importância na educação das crianças, mas
é necessário cuidado com os excessos.

6 - Estabeleça horários
Acordar, comer, dormir – tudo tem de ter horário. A rotina ajuda a criança,
principalmente a de menos idade, a organizar seu pensamento e a educa para
seguir regras. Falta de rotina, pelo contrário, desorienta. Uma criança não tem
condições de decidir que precisa ir dormir porque no dia seguinte terá de
acordar certo por causa da escola. A organização deve ser de um adulto. Isso
prepara o terreno para ela própria aprender a se organizar.

7 - Não tenha medo de castigar
Com pouco tempo para ficar com os filhos, por causa do trabalho, os pais tendem a se sentir culpados na hora de dizer não e de castigar. Por esse motivo, acabam falhando em estabelecer limites. É preciso saber que em muitos casos se deve frustar o desejo das crianças – mas com carinho e respeito. Lembre-se que a criança lê a falha do pai em dar limites como falta de afeto.
Se é permitido a ela fazer tudo, entenderá que o adulto não se importa e não a ama. Primeiro, explique. Se a criança persistir agindo mal, pode ser o caso de castigar. Mas o castigo deve estar vinculado à coisa feita. Se ela riscou a parede, o castigo será limpar a parede. Assim ela aprende que fazer certas coisas tem um preço. O castigo não deve ser arbitrário, como deixar sem ver TV porque riscou a parede.

8 - Elogie o bom comportamento
Quando a criança fizer algo de bom, não poupe adjetivos. Elogie efusivamente e mostre sua satisfação. As crianças aprendem a repetir os comportamentos que são valorizados pelos pais. Não espere por grandes conquistas, que às vezes são difíceis de alcançar, para elogiar. Valorize as pequenas vitórias do dia a dia. Mesmo que seu filho não tenha obtida um 10, celebre o fato de ele ter melhorado o desempenho em uma disciplina na qual estava mal. Isso serve de estímulo.

9 - Aproveite o tempo juntos
Os pais se ressentem de longas jornadas de trabalho, que impedem um contato prolongado com seus filhos. Mas esteja atento ao fato de que passar o dia inteiro com a criança não é melhor do que passar pouco tempo, mas de forma correta. O que você deve fazer é dedicar, todos os dias, uma hora para ela – e apenas para ela. Desligue o celular, dê toda a sua atenção e faça algo em parceria: veja um filme abraçado, monte um quebra-cabeças, conte um história. Isso mostra que você valoriza seu filho. Ele precisa sentir esse carinho todos os dias. Depois disso, a criança vai se sentir gratificada e deixará tempo para você resolver outras questões.

10 - Seja presente na escola
Procure levar e buscar seu filho na escola, pelo menos algumas vezes por semana, converse com os professores e compareça às reuniões. Olhe sempre os cadernos das crianças e pergunte sobre as aulas. Se você não der atenção à vida escolar dela, a mensagem que você passa é de que isso
não é importante.

11 - Dê tarefas domésticas
A partir do momento em que seu filho aprende a caminhar, pode começar a assumir algumas pequenas tarefas, como guardar os brinquedos. Com o tempo, pode ir colaborando de outras formas, como arrumar a mesa das refeições ou ajudar com a louça. Além de educar, essa participação nos afazeres domésticos deixam a criança feliz, porque ela se sente participante.

12 - Favoreça a formação cultural
Desde cedo, leve a criança a teatros, cinemas, livrarias, museus e galerias de arte. Isso vai fazê-la refletir e vai deixá-la familiarizada com a riqueza do mundo das artes.


sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Como transformar as tarefas de limpeza e organização em jogos divertidos para os seus filhos

Se os seus filhos ainda são pequenos, é possível transformar as tarefas de limpeza e organização em jogos, por exemplo. Simplifique as frases, diga que é hora de brincar de limpar ou arrumara casa e chame seu filho para a brincadeira. Veja os exemplos:
– Jogo de contar – Seu filho aprendeu a contar? Peça para ele juntar 5 brinquedos (ou outro número que ele já saiba).
– Jogo das cores – Da mesma maneira, vamos brincar de juntar todos os brinquedos vermelhos?
– Jogo “qual é o brinquedo?” – escolha tipos específicos de brinquedos para ele juntar, como carrinhos ou bonecos.
– Jogo do relógio– programe o timer para 2, 5 ou 10 minutos e vamos ver quantos brinquedos a gente consegue juntar?Duas crianças podem competir para ver quem junta mais brinquedos em menos tempo.
– Jogo de adivinhar – vamos adivinhar quantos brinquedos tem no chão? Aproveite para recolher os brinquedos juntos e contando para ver quem acertou. Quem chegar mais perto do número certo, ganha.
Mas o melhor jogo mesmo é quando a família inteira se reúne para limpar e organizar a casa. Não precisa ser o dia da faxina. Pode ser 15 minutos depois do jantar. Coloque o timer novamente e comecem todos a guardar brinquedos, juntar objetos espalhados, lavar a louça do jantar ou varrer a casa, por exemplo. Além de ensinar por meio de exemplo, as crianças adoram a brincadeira da corrida contra o tempo. Quando várias pessoas trabalham juntas, elas enxergam o resultado bem mais fácil também.
Se os seus filhos estão em idade escolar ou já são adolescentes, eles podem ter uma lista de tarefas e responsabilidades diárias ou semanais. Para ensiná-los a importância de aprender essas tarefas básicas ou simplesmente a disciplina em si, você pode adotar no início um sistema de recompensas como o quadro do incentivo, por exemplo. O quadro funciona como uma agenda de tarefas que os seus filhos devem fazer diariamente. No final da semana recebem pontos ou recompensas por terem cumprido as tarefas.
Mesmo sendo um pouco mais velhos, o ideal é que as tarefas ainda sejam diretas e específicas, como por exemplo guardar o material escolar na mochila ou levar o lixo para fora de casa. As recompensas também não devem ser em dinheiro, mas pode ser um sorvete no fim de semana, um passeio ao zoológico ou a permissão para ir ao cinema com os amigos.


Fonte: http://dicaspaisefilhos.com.br/bebes-e-criancas/transforme-as-tarefas-de-limpeza-e-organizacao-em-jogos-divertidos-para-os-seus-filhos/#more-6479